sexta-feira, 22 de setembro de 2017

PCDF cumpre mandados na Terracap em operação contra grilagem de terras

Agentes da Delegacia do Meio Ambiente (Dema) investigam grilagem de terras na região do Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago 

A Polícia Civil do DF cumpre nesta sexta-feira (22/9) mandados de prisão, condução coercitiva e de busca e apreensão em vários pontos do Distrito Federal, em uma operação, batizada de Sacerdote, contra a grilagem de terras na região do Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul.
Um dos endereços visitados pelas equipes da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema) é a sede da Agência de Desenvolvimento (Terracap). Agentes da PCDF bloquearam a Diretoria Financeira e Administrativa da empresa.
Estão sendo cumpridos sete mandados de prisão temporária, cinco de condução coercitiva (em que a pessoa é levada a depor) e 15 de busca e apreensão. Entre os alvos das investigações, iniciadas há um ano e três meses, estão Gustavo Adolfo Moreira Marques, servidor público aposentado do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e que ocupava o cargo de diretor de Gestão Administrativa e de Pessoas (Digap) da Terracap, e um ex-servidor público da Administração Regional do Riacho Fundo I.



Este último, foi alvo da Operação Habite-se, deflagrada em julho pela Delegacia de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (Decap). Ele foi exonerado da função pública, em julho deste ano, por envolvimento em vendas de alvarás e cartas de habite-se.
De acordo com a delegada-chefe da Dema, Marilisa Gomes, o grupo investigado teria praticado crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, tráfico de influência, advocacia administrativa e corrupção ativa. “ Os acusados teriam feito promessas de vantagens ilícitas a servidores para a aquisição e posse de terrenos públicos, pertencentes ao Governo do DF, e localizados em área nobre e de proteção ambiental permanente”, esclarece.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam vários documentos e também valores em endereços localizados no Plano Piloto, Lago Sul e Norte, Park Way, Cruzeiro, Vicente Pires, Águas Claras e Taguatinga.  “As investigações ainda continuam visando apurar as suspeitas de participação de outros envolvidos no esquema criminoso”, destaca a delegada.
Operação Terra Fria
Na semana passada, a Dema também deflagrou a Operação Terra Fria, para desarticular um grupo criminoso que atuava invadindo terrenos públicos valiosos, de 20 mil m², localizados em uma das áreas nobres do Distrito Federal, o Setor de Mansões Park Way. Os lotes são  avaliados em torno de R$ 3,8 milhões cada. Entre os envolvidos, estão um advogado e um auditor fiscal de atividades urbanas da Agência de Fiscalização do DF (Agefis).

Utilizando-se da Justiça, o grupo estava tentando obter a posse por meio de uma ação de inventário. Um dos presos, Marcelo Antônio Carrijo, alegou que a mãe dele, já falecida, teria adquirido o terreno há anos.
Carrijo tinha suporte da prima, Nádia Valéria Carrijo, que tem diversas passagens por estelionato e parcelamento irregular de solo. A mulher estava em liberdade provisória. Um amigo, Edvaldo Santos de Brito, que intermediava as ações com o servidor da Agefis, também foi detido.
O agente Paulo José da Silva também acabou preso temporariamente. Ele é suspeito de tentar evitar o trabalho de fiscalização na área.
Aguarde mais informações

Fonte: Metrópolis

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

E PRA DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES...





"OBRAS PARALISADAS ACARRETAM PREJUÍZOS E TRAVAM URBANIZAÇÃO"

Estamos com sérios problemas com as obras que já estão lentas, alguns condomínios resolveram barrar a entrada das construtoras e com isso estão paralisando as obras em vários lotes das contratadas.

Estivemos com os engenheiros e vimos o problema que isso está causando, não somente pelo valor financeiro de máquinas e homens parados, mas pelo grande transtorno para todos os moradores que terão que ficar a mercê de crateras na rua, lama e muita poeira. Há parte das obras que não podem continuar enquanto não concluir o trabalho dentro das chácaras.

Estivemos em algumas dessas chácaras e conversamos com síndicos e com moradores para conhecermos os motivos e chegamos a conclusão que os motivos não são relevantes e inegociáveis para que parem obras tão importantes para todos.

um proprietário de lote, apresentou como problema para barrar as obras, o jardim e as flores. O jardim foi construído do lado de fora, na rua, com lindos coqueiros que as obras vão arrancar... outros é porque já fizeram as águas pluviais e não querem que a empresa entre e arranque tudo novamente.

Todos que estão barrando as obras, tem suas motivações, mas devemos tentar soluções viáveis e evitar problemas que podem custar caro para o condomínio e demais moradores.

Não conheço todos os motivos para que seu condomínio pare as obras, mas se for por problema de águas pluviais, permita a empresa entrar e passar o robô pela tubulação, se tiver tudo certo e dentro dos parâmetros, temos como negociar e manter sua rede.

A AMOVIPE SE dispõe a ir com os engenheiros da empresa responsável pelo lote, até o condomínio ou chácara e tentar uma solução viável que beneficie a todos.

Mas, se o condomínio ou chácara já tem opinião formada e não vai mesmo deixar entrar, então mostraremos um pouco dos problemas que o condomínio terá:

1) Quem barrou as obras será considerado culpado de parar obras importantes para todos, deixando a maioria a mercê das próximas chuvas e enxurradas que este ano já chegaram a derrubar muros e a danificar casas em nossa região, a matar pessoas e a deixar centenas de veículos destruídos. 

2) Estarão sujeitos a receber a visita da AGEFIS que virá e entrará usando a força, chegando a arrancar guarita e muros e também a aplicação de uma multa que pode ser maior do que 33 mil reais. (Isso já aconteceu em um condomínio no Joguei quando barraram a entrada da empresa para fazer as obras.) 

3) Quem está paralisando as obras pode ser alvo de ação judicial e obrigado a arcar com todo o custo do maquinário que ficará parado. Então, vamos ser coerentes e tentar a negociação da melhor forma possível, pois somente assim teremos o andamento das obras que beneficiarão a todos.

4) A AMOVIPE já pediu e conseguiu evitar que a AGEFIS e a polícia entrassem em uma chácara para a entrada das obras, eles já estavam na ADM e fomos chamados, conseguimos adiar, negociamos com a chácara por semanas, mas o dono resolveu continuar na briga e não deixar as máquinas entrar.

Sejamos razoáveis.

Gilberto Camargos

AMOVIPE



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

MUITOS ACHAM QUE ROLLEMBERG É TÃO RUIM QUE QUALQUER UM QUE VIER, MELHORA



O Distrito Federal está sem rumo por ter um governo que não consegue propor nada positivo, mas apenas se defender. O povo precisa olhar para frente e ver que essa história vai acabar.


Rollemberg e sua equipe conseguem fazer de tudo para se manter no pódio do pior governador do DF.


O governo caiu no seu colo de bandeja e ele teve a chance única de mostrar que pela primeira vez o DF poderia ter um governo diferente, eficiente, inovador, com uma nova maneira de fazer política, ideias novas que pudesse mudar a história política do Distrito Federal, onde o que vem sempre é pior do que aquele que saiu.

Não conseguiu nada disso, a esperança do povo se esvaiu. As rodas de conversa viraram roda de trator e Rollemberg não teve pulso para mandar e colocar rumo em seu governo. Começou dizendo que não havia dinheiro nos cofres do GDF e o TCDF disse que tinha e uma das marcas da campanha foi eleger os administradores das RAs pela população de cada cidade, isso não aconteceu nem vai acontecer...

O cara é tão ruim que mesmo nos lugares onde tem dinheiro sobrando para fazer obras maravilhosas, ele consegue atrapalhar e fazer merda.

Muito discurso, pouca ação e um futuro perigoso para Vicente Pires

Não sei se você que está lendo esta matéria acompanha o que acontece na cidade. O Governo quer passar a imagem de que tudo irá melhorar, mas tudo que temos é uma operação "tapeia-buracos" como sempre tivemos e a cidade poderá continuar um caos no futuro. 

Quando o caldo engrossa, como por exemplo em relação aos problemas com a execução das obras, ou com o racionamento de água mal feito, aí as pessoas se indignam e esperneiam. Em seguida, aparece o engana-bobo, colocando umas lâmpadas aqui e outras ali, para acalmar o povo, ao invés de encarar os fatos e dizer a verdade para a população.

O prognóstico que faço não é dos melhores em relação a um futuro próximo, pois a situação atual de problemas pode piorar muito: a desvalorização dos imóveis de Vicente Pires vai chegar ao extremo e vai se tornar impossível ter tranquilidade. Sabe por que? As obras atuais, que seriam motivo de muito orgulho, vão se transformar em um transtorno muito grave e o motivo é simples: o governador mandou tocar as obras a passos de tartaruga, para esperar as eleições e fazer campanha. 

Os problemas que prevemos virão com as graves mudanças que estão sendo realizadas nos projetos originais, feitos ainda em 2008, em que se planejou a duplicação das principais avenidas do SHVP, a construção de pontes ligando o Setor Jóquei a Vicente Pires e à Colônia Agrícola Samambaia, além de três viadutos na Via Estrutural e calçadas com acessibilidade, estacionamentos, águas pluviais e outras benfeitorias. 

Tudo que fora planejado, de forma técnica e séria, como manda a boa engenharia e arquitetura urbanas, está sendo perigosamente alterado, cujos impactos sentiremos na pele. Igualzinho sentimos hoje em relação ao famigerado Viaduto Israel Pinheiro, que dispensa comentários.

As alterações que estão sendo realizadas são muito preocupantes, porque o estudo de impacto de trânsito original não levava em conta as centenas de edifícios e milhares de veículos a mais que seriam agregados à realidade atual. Imaginem, então, o que ocorrerá, quando as avenidas que foram planejadas para ser duplicadas, se tornarem vias simples, por causa de pressões diversas de particulares e irresponsabilidade do governo em aceitar a pressão.

Interesses individuais versus interesse coletivo

Onde seriam ruas duplicadas, as ruas estão passando a ser simples, isso para beneficiar os que estão irregulares, com puxadinhos, rampas de prédios dentro da rua e outras irregularidades. O motivo? Acordo entre governo, empresários e uma associação comercial, que estão apoiando o governador nas próximas eleições.

Sabe o que vai acontecer? O impacto das 694 projeções de prédios que estão sendo construídos e/ou prontos, os quais já provocam o caos nos dias de hoje, certamente sobrecarregarão ainda mais em um futuro muito próximo as estruturas urbanas de água, esgoto, estacionamentos públicos e trânsito. Esperem e verão...

Hoje, para se chegar da Rua 12 até a rua 03 de Vicente Pires, em horário de pico você toma um tempo enorme.

Agora, imagine quando esses prédios tiverem habitados e as vias sem duplicação?

Como se não bastasse isso, as obras de pontes e viadutos que teríamos, foram absurdamente reduzidas pela metade, os viadutos da Avenida Estrutural viraram passarelas e os prédios, que estão sendo construídos e muitos já prontos, estão sendo aceitos sem vagas na garagem. É de estarrecer e arrancar os cabelos de preocupação, ou não?

Só temos uma forma de mudar isso: unidos, vamos dar um basta e lutar por nossa cidade.

Por que estou batendo nessa tecla? Porque tenho visto os aplausos e elogios nas redes sociais para operações tapeia buracos, e sei que os que o aplaudem não conhecem a realidade. Se conhecessem, se juntariam para defender o nosso futuro, nossa paz e nossa tranquilidade. Com tudo que se avizinha, mesmo com a chegada da regularização, podem apostar que nossos imóveis passarão a valer menos do que valem hoje.

A Associação de Moradores de Vicente Pires e Região(AMOVIPE) vai continuar na luta ajudar a cidade. Estamos fazendo uma ação para a justiça obrigar o GDF a cumprir o projeto de urbanismo original, sob pena de estar gastando recursos de forma irresponsável e transformando a cidade em um caos. Não queremos nenhum outro "Israel Pinheiro" para infernizar nossa vida ainda mais, lutaremos agora, para não nos arrependermos depois.

Portanto, se os moradores de Vicente Pires não abrir os olhos com Rodrigo Rollemberg, o pior governo que o DF já teve, Vicente Pires vai sofrer com o resultado para sempre. 



Ou faz o projeto original ou vamos parar as obras.

Gilberto Camargos
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