terça-feira, 31 de dezembro de 2013

CARRO BICICLETA

Carro-bicicleta ecológico também usa energia solar

Se você sempre quis pedalar para o trabalho, mas não vai de bike porque tem medo de enfrentar aquela ladeira íngreme no meio do caminho, o Elf é perfeito para você! Bem mais barato que um carro, ele é uma mão na roda para quem quer fazer atividade físicaeconomizar dinheiro e, melhor ainda, poupar o planeta.
O pequeno veículo é flex, mas não como aqui no Brasil. Movido à pedaladas – excelente exercício para quem quer ficar em forma! -, Elf também usa energia solar. As baterias têm outra facilidade: podem ser recarregadas tanto pelo sol, enquanto o carro está estacionado ao ar livre, quanto por uma tomada padrão, por apenas duas horas.
Desenvolvido pela Organic Transit, empresa norte-americana especializada emveículos ecológicos, o projeto do híbrido só conseguiu sair do papel graças aofinanciamento coletivo, por meio do site Kickstarter. Aliás, o projeto agradou tanto que atingiu mais de 225% do valor pretendido. Legal, né?
Com três rodas, que garantem estabilidade e controle, o triciclo pode até sair das ciclovias e cair na estrada! Não se engane pelas aparências: apesar de ser compacto, Elf suporta até 136 quilos de bagagem. Só que aí, para se locomover, usando apenaseletricidade, ele chega no máximo a 32 km/h… Nem tudo é perfeito, oras! Mas esta opção é ótima para os países que não contam com grandes períodos de luz do sol.
Com energia solar equivalente a um galão de gasolina, Elf consegue rodar aproximadamente 2.900 km. Ótima opção para reduzir nossa dependência doscombustíveis fósseis e ajudar a proteger o meio ambiente, não? Segurança também foi uma das preocupações quando o produto foi desenhado. Portanto, ele conta com retrovisores, faróis, luzes traseiras e setas de LED.
Como disse acima, nem tudo são flores. O carro-bike foi feito sem portas e sem chão para preservar a sensação de liberdade, mas imagina como seria em um dia de chuva? O condutor ficaria encharcado! A empresa disse que está desenvolvendo acessórios que podem ser instalados no carro que garantem proteção contra chuva, mas ainda não tem previsão de lançamento.
Os primeiros cem modelos foram vendidos nesta semana por US$ 4 mil, e se esgotaram em apenas três dias. Agora, quem quiser comprar o Elf terá que encomendar e esperar até julho deste ano.
Quer ver o carro-bike em ação? Assista ao vídeo de divulgação, abaixo:

CONTRAMESTRE CORUJA E SEU TRABALHO NA SOCIEDADE


Mestre Coruja realiza brilhante trabalho de socialização da capoeira entre jovens



A população de Vicente Pires prestigiou o Festival Dendê capoeira que ocorreu do dia 02 a 07 de dezembro em diversos locais do setor.

Cerca de 200 capoeiristas de vários estados participaram do Projeto Educapoeira, um brilhante trabalho que faz a educação de crianças, alunos da rede municipal de ensino de Vicente Pires e região, através da capoeira. Neste evento foram distribuídas 50 graduações entre adultos e crianças.

Nossa colunista e liderança regional Paula Matos e o Administrador de Vicente Pires Glênio José participaram do evento realizado pela Associação Dendê.

Com muita festa e empolgação o festival de Capoeira começou com uma apresentação e aulão de mestres convidados, rodas de capoeira, batizado e troca de cordas.
Cinqüenta participantes realizaram a troca dos cordões e receberam certificados pela prática da Capoeira no evento realizado no Vip Mall.

Na organização do evento foi projetada pelos graduados: Poca, Oniê, Gnomo, Perna, Franja e os monitores Gaby e Giba que são responsáveis pelas crianças.

Além das autoridades, o evento contou ainda com a presença de diversos mestres de capoeira da região e de outros estados: Distrito Federal: Mestre Zulu, Mestre Kall, Mestre Chumbinho, Mestre Jorge, Mestre Igor (China), Mestre Pesado, Mestre Tonelada, Mestre Huguinho, Mestrando Gaguinho, Contramestre Digão, Contramestre Pingo, Contramestre Vila, Contramestre Prancha, Contramestre Olodum, Contramestre Geléia; Goiás: Mestre Seção (Supervisor do evento), Mestre Pequinês, Mestre Sandrão, Professor Augustinho, Formada Perna, Graduado Joel, Contramestre Barata. Minas Gerais: Mestre Aberrê, Mestre Charlim, Graduado Menino. Rio de Janeiro: Mestre Trapo, São Paulo: Mestre Sabugão

Mestre Coruja aproveitou a oportunidade para reforçar a importância do esporte na vida dos jovens, nos dias atuais. O esporte é muito importante na vida de todos, mas na vida dos jovens ele se torna ainda mais importante, pois sabemos que se o jovem está praticando algum esporte, seja ele qual for, ele provavelmente não está nas ruas em busca de drogas, destacou.

Ele aproveitou a oportunidade para agradecer a presença de todos os pais, uma vez que a troca de cordões é uma etapa importante na vida dos seus filhos. Agradeço primeiramente a presença de todos os pais, pois acho muito importante ver que os filhos têm o apoio de seus pais para praticar o esporte. É muito importante que os pais acompanhem os passos de seus filhos nos mais diversos detalhes.

Contramestre Coruja e sua equipe receberam os parabéns do Jornal Conversa Informal e da AMOVIPE, Associação de Moradores de Vicente Pires, através da colunista Paula Matos. Parabenizamos ao Professor de Capoeira Fábio mais conhecido como Contramestre Coruja, pelo brilhante trabalho realizado aqui em nosso Setor com nossas crianças, concluiu Paula.
Este é um brilhante trabalho que vem sendo desenvolvido em Vicente Pires, merece apoio total da população e incentivo governamental, por estar incentivando o esporte na cidade, com objetivo de manter as crianças longe dos caminhos errados. Um trabalho que busca ajudar garotos, admitindo crianças e adolescentes que não tem condições financeiras ou qualquer outra oportunidade. Destas crianças são cobrados apenas um bom relacionamento com a família e bons resultados nos estudos.

Fabio, o Contramestre Coruja vem desenvolvendo este trabalho há dez anos. Segundo ele, além de muitos outros trabalho sociais, o grupo de capoeira está trabalhando com a sociedade a fim de tirar as crianças e adolescentes das ruas e das drogas, pois não são poucas as crianças que estão nesta vida por conta da indiferença social.


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

SHEHERAZADE É VITIMA DO PT

Rachel Sheherazade a mais nova vítima do patrulhamento vermelho.

Rachel Sheherazade, aquela jornalista "pedaçuda" que conseguiu projeção nacional quando, em 2011 ainda apresentando um jornal em uma afiliada do SBT da Paraíba, manifestou sua opinião nada lugar comum sobre o carnaval Tupiniquim e que acabou desagradando, e muito, os idiotas e sem noção de sempre, os baba ovos e os bocós que só aceitam opiniões que agradem aos seus ouvidos e crenças.
Seu vídeo foi colocado no YouTube e se tornou viral fazendo com que a velha raposa da TV Brasuca, Silvio Santos, importasse a moça para SP e deu a ancoragem do Jornal do SBT a ela. 
pelo visto, a jornalista tem carta branca para manifestar suas opiniões no jornal sem a menor censura por parte da direção da empresa. E com isso Rachel vai angariando a simpatia de milhões de Brasileiros que estão de saco cheio do mundo chato que virou o viver no políticamente correto.
Até o EX presidente Defuntus Caladus andou manifestando seu descontentamento com as opiniões contrarias a seus interesses emitidas pela bela jornalista.
E de lá para cá quase que todos os dias mais uma pérola da contundência e da verdade nua e crua e do livre pensar vem ao ar através das opiniões de Rachel.
Certamente que com tanta polêmica e franqueza a jornalista iria angariar a antipatia dos que não aceitam o diferente, o contrario, o contraditório, e há algum tempo atrás a esgotosfera saiu com uma bobageira de que funcionários da emissora não aguentando mais a jornalista estavam se movimentando pela demissão da moça.
Resultado: As redes sociais se manifestaram e apoio a jornalista até comunidades foram criadas e tudo acabou em nada.
Agora Rachel é vítima de outro boçal da esquerdalha vagabunda, mais um títere vermelho pseudo intelectual que acreditava que poderia destilar toda sua obtusidade, machismo retrógrado e porque não dizer..Toda sua esquerdofrênia canina e burra onde apregoou via twitter que desejava a Rachel que em 2014 ela fosse estuprada.
Em um país minimamente civilizado o tal "professor" e filófofo da universidade do Hell de Janeura, já teria perdido o emprego e estaria amargando uns dias de cana braba à espera do processo legal aberto pelo MP por fomentar um crime em rede social.
Mas....No país do futebol e da mediocridade crônica a jornalista vai ter é que contratar um advogado e entrar com um processo na justiça para reparação de danos.
É certo que após a repercussão do caso nas redes sociais e até na imprensa o raivoso "filófofo" deu todo tipo de desculpas, chegou até a dizer que foi hackeado, AMARELOU bonito!!! Cagão e covarde de uma figa!!
Para quem acompanha o tal "filófofo" em redes sociais como eu tenho feito já há algum tempo, é óbvio que foi ele mesmo quem postou o desejo de estupro contra a jornalista, mas como todo esquerdiota bunda mole, já enfiou a viola no saco, o rabo entre as pernas e a afiada língua no próprio cú.
O "machão" chegou a retirar seus perfis das redes sociais e pediu desculpas publicamente...Mas...se ele não tivesse escrito aquelas abominações como afirmou, porque pedir desculpas? Era só provar que não tinha saído de sua fétida cabeça uma cretinice estratosférica como aquela e tudo bem. Mas, a AMARELADA foi a maior confissão de culpa que ele poderia assinar.
A jornalista recebeu apoio incondicional de seus fãs e admiradores, de gente que pensa e que não é manietada pelo pensamento politicamente correto de plantão. Aguardemos o desdobramento desse caso, e espero que o "filófofo" tome nas pregas com areia.
Admiro Rachel pela sua atitude em não se curvar aos poderosos, tai uma jornalista que não vendeu seu coração e mente para o governo. São poucos, mas incomodam um bocado.
Parabéns Rachel, estamos com vc!!

E nos mais..

O Mascate

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Em defesa da mídia alternativa, mas com legalidade

A proximidade com os fatos e o compromisso exclusivo em reproduzi-los sem a maquiagem dos interesses políticos e empresariais, tem feito da mídia alternativa o principal contraponto às insistentes tentativas de se camuflar a dura realidade vivida nas ruas do Distrito Federal.


A importância da cotidiana ação democrática dos profissionais que a fazem não pode ser negada. Brasília foi e é passada a limpo pelos blogs, portais de notícias, jornais e rádios comunitárias. Essa mídia alternativa tem primado pelo pleno exercício da cidadania, dando voz à população, indistintamente ao fato desta carecer mais ou menos das ações do Estado. ...

Impusemos a nós mesmos trilharmos o caminho sóbrio da Legalidade, na total amplitude da palavra. É por isso que nossos textos e reportagens repercutem com força nos ouvidos da sociedade. O espírito democrático foi eleito por todos nós, que noticiamos diariamente nos nossos veículos “alternativos” de comunicação, o princípio basilar do exercício da profissão. Vivemos e sobrevivemos desse trabalho.

O reconhecimento do nosso esforço é a certeza de que estamos fazendo a coisa certa. É apreciável a iniciativa da Deputada Luzia de Paula de ter apresentado o Projeto de Lei que destina a mídia alternativa 10% das verbas publicitárias estatais, no âmbito do DF. A deputada Luzia demonstrou estar sensível a realidade financeira por que passam esses profissionais que, na sua grandiosa maioria, são preteridos no momento da destinação das campanhas publicitárias patrocinadas pela máquina governamental.

Nesse contexto de democracia, cidadania e legalidade, no qual nós da mídia alternativa procuramos nos ambientar, não há espaço para qualquer tipo de patrulhamento. A discordância de opiniões jamais poderá ser objeto de perseguição, afinal de contas, é no contraditório que se alcança o consenso.

Portanto, é oportuno fazer uma serena reflexão sobre o posicionamento contrário do Deputado Chico Leite em relação à aprovação do Projeto de Lei de iniciativa da Deputada Luzia de Paula. Me parece que, dizer que Chico Leite defende o interesse da grande mídia é uma grande injustiça, na medida em que sua postura tem contrariado essa afirmação. A argüição de inconstitucionalidade do PELO manifestada por Leite em Sessão da Comissão de Constituição e justiça da CLDF, ao meu ver, não deve ser interpretada de outra forma que não a livre e democrática expressão de parlamentar, cujo entendimento é de que falta amparo constitucional para que se vigorem, na prática, os dispositivos elencados no referido Projeto de Lei.

No tocante a questão principal e estruturante, é imperioso que sejam encontrados o equilíbrio e a transparência necessários para que sejam gerenciados os recursos destinados a publicidade governamental, em todos os níveis. Para tanto, é preciso confiar e contar com a defesa e os esforços dos deputados Robério Negreiros, Eliana Pedrosa, Luzia de Paula, Chico Leite e todos os demais parlamentares, afinal de contas a chamada mídia alternativa tem demonstrado eficiência e competência com seu alcance e capilaridade, atuando de maneira fundamental na divulgação de suas atuações parlamentares.

Fonte: João Zisman-Portal Guardian Notícias - 16/12/2013

ARRUDA, JAQUELINE E MANOEL NETO CONDENADOS

Caixa de Pandora

A deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), o marido dela, Manoel Neto, e o ex-governador José Roberto Arruda foram condenados na ação de improbidade administrativa a que respondiam por participação nos esquemas de corrupção revelados pela Caixa de Pandora.


O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) é o autor da ação de improbidade movida contra Jaqueline, Arruda e Manoel Neto. ...

A deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), o marido dela, Manoel Neto, e o ex-governador José Roberto Arruda foram condenados (veja pena abaixo) na ação de improbidade administrativa a que respondiam por participação nos esquemas de corrupção revelados pela Caixa de Pandora.

Eurides Brito, Júnior Brunelli, Benedito Domingos, Aylton Gomes, Roney Nemer e Rogério Ulysses já foram condenados por improbidade administrativa no âmbito da Pandora. Desses, Eurides e Brunelli tiveram as condenações confirmadas em segunda instância.

Dos deputados denunciados, só falta agora Leonardo Prudente, o distrital do dinheiro nas meias.

Jaqueline Roriz foi flagrada ao lado do marido, Manoel Neto, em um vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, o delator da Caixa de Pandora. No diálogo captado pela gravação, o casal negocia também com Durval, então secretário do GDF, o uso de “três a cinco” rádios Nextel (pertencentes ao patrimônio público ) na campanha eleitoral.

Confira as penas dos réus aplicadas pelo juiz Álvaro Ciarlini da 2ª Vara de Fazenda Pública do DF:

a) Ressarcimento integral do dano equivalente ao montante de R$ 300.000,00, bem como pelos valores dispendidos pelo erário com a contratação dos rádios Nextel, estes a serem apurados em ulterior fase de liquidação, nos termos do art. 12, inc. I, da Lei nº 8429/1992, com a devida atualização monetária e acrescido de juros de mora a partir da citação dos réus;

b) suspensão dos direitos políticos dos réus por 8 anos, e, por consequência, proibição de ocupar cargo público pelo mesmo período;

c) pagamento de multa equivalente a duas vezes o valor do dano causado ao erário, com juros e correção monetária a partir do trânsito em julgado da presente;

d) proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócia, pelo prazo de 5 anos.

e) Pagamento de danos morais, nos termos da fundamentação supra e nos limites do pedido inicial, no montante de R$ 200.000,00 para cada réu, a ser depositado em um fundo criado especialmente para esse fim, no âmbito do Distrito Federal, nos moldes do art. 13 da Lei nº 7347/1985, consoante futura indicação a ser feita pelo MPDFT.

Durval Barbosa também foi condenado, mas em condições diferenciadas, já que é réu confesso e se vale de uma delação premiada no caso da Pandora. Leia trecho da sentença:

Fica Durval condenado:

1) à perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao seu patrimônio, como restar apurado em sede de liquidação de sentença por arbitramento; 2) à perda da função pública que eventualmente esteja a exercer e 3) à suspensão de seus direitos políticos por cinco (5) anos. Finalmente, 4) fica o réu proibido de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco (5) anos.


Fonte: Blog da Lilian Tahan-Revista Veja Brasilia - 16/12/2013

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

OBRAS MAL PLANEJADAS FEITAS APENAS PARA GASTAR O DINHEIRO DAS EMENDAS

ônibus não consegue virar sem fazer várias manobras

Tenho acompanhado as obras que estão sendo feitas em Vicente Pires e posso garantir com certeza que elas não têm nenhum planejamento. Não levam em conta se vai ou não melhorar a vida da população, mas tem um único objetivo de gastar o dinheiro que chega à administração. A lei das calçadas garante que a obrigação de fazer uma calçada pública em frente a qualquer imóvel particular é do proprietário, porém mesmo tendo milhares de obras de extrema necessidade, a Administração de Vicente Pires prioriza fazer calçadas caras, mal feitas e que ficam abandonadas as moscas. Não se dão ao trabalho nem de pesquisar onde precisa mais de calçadas e faz em local onde quase ninguém utiliza.

A falta de planejamento é tanto que fizeram até paradas de ônibus onde não passa ônibus. Obras caríssimas e mal feitas confiram nas fotos. A parada está fora da baia e nesse trecho da Rua 07 não passa ônibus.

Outras obras absurdas que estão sendo feitas a toque de caixa e tem indignado todos os comerciantes e moradores, são as rotatórias. As mesmas são caras e totalmente sem planejamento, mostrando que a administração não se preocupa de forma nenhuma com os que pagam seus salários.
Os empresários que utilizam caminhões e pagam milhões em impostos estão indignados, pois essas rotatórias não dão passagens para os caminhões.

O Administrador, mesmo sendo capacitado para tal não consegue fazer o que tem que ser feito, pois quem se propõe a ocupar esse cargo, tem que ser administrado pelo Dirsomar Chaves e pelo Geraldo Magela e com isso, faz o que lhe é mandado. Mas como eu ia dizendo, o administrador diz que não está preocupado com os empresários e disse que fez as rotatórias para os carros, porém ele se esqueceu dos ônibus, pois ficou impossível para os ônibus passar por essas obras, para isso tem que fazer várias manobras.

Esqueceu também que a cidade está em obras e vai ter que abrir valas em todas as ruas em muito pouco tempo, como as máquinas e caminhões vão trabalhar na cidade sem arrancar tudo isso?  Agindo assim, sem planejar, o administrador está jogando dinheiro fora ou beneficiando as empresas dos “cumpanheiros”.

Quero muito elogiar e não criticar, mas como faço isso se é o dinheiro dos meus impostos que estão sendo jogado no ralo? Sendo distribuídos para empresas que nem sei se participaram de uma licitação honestamente, pois eles não fornecem a informação garantida por lei.

VEJA AS FOTOS ABAIXO:

Paradas de ônibus em Rua que não tem e nunca teve linha de ônibus

Recuo ou baia da parada de ônibus onde não passa ônibus. note que o recuo é antes da parada e a mesma se encontra junto a um cruzamento onde existe uma rotatória.



Calçada mal feita, cara, inacabada, sem acessibilidade no todo e em onde não existe pedestres que justifique a obra


Acompanhe pelas fotos abaixo o ônibus tentando manobrar na rotatória. Imagine agora um caminhão grande e carregado...











Todas essas obras serão arrancadas em breve para dar lugar as obras definitivas. Isso é administrar?


PROTESTO DE RODOVIÁRIOS PARA O DF


Protesto de rodoviários bloqueia faixas do Eixo Monumental com 300 ônibus

Movimento repudia decisão da Ordem dos Advogados de Brasília (OAB) e do Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) de não aceitar que o GDF pague as rescisões dos trabalhadores



Os rodoviários se reúnem em frente ao MP e bloqueiam o trânsito


Cerca de 300 ônibus estão parados no fim da tarde desde segunda-feira (16/12), em protesto. O movimento do Sindicato dos Rodoviários de Brasília repudia a decisão da Ordem dos Advogados de Brasília (OAB) e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) de não aceitar que o GDF pague as rescisões dos trabalhadores demitidos em decorrência da renovação da forta do transporte público.


Duas faixas do Eixo Monumental estão bloqueadas. Promotores chamaram o presidente do sindicato dos rodoviários, João Osório, para uma conversa. Os rodoviários já descartaram a possibilidade de paralisação nesta terça-feira (17/12), data em que Conselho Especial do TJ deve julgar a constitucionalidade da proposta à qual se opõem MP e OAB. O trânsito é bastante complicado no local.






De acordo com Osório, o movimento não concorda com a decisão da OAB e do MPDFT, que "quer invalidar o caminho construído para assegurar a transição construída pelo Ministério Público do Trabalho, envolvendo várias empresas e sindicatos", disse. Ainda segundo Osório, o acordo assinado já havia virado lei, mas tanto a OAB, quanto o MP alegam inconstitucionalidade.
Os ônibus saíram de dois pontos da cidade: primeiro da garagem da TCB, próximo ao Autódromo de Brasília e o segundo do terminal da L4 Norte. Uma parte dos ônibus seguiu até a sede da OAB, na 516 Norte, a outra até o MPDFT, na via S1 do Eixo Monumental. Inicialmente, o sindicato informou que 400 ônibus participariam do protesto.


Cerca de 11 mil trabalhadores serão prejudicados caso a rescisão não seja paga, segundo o sindicato. No último 26 de novembro, os rodoviários fizeram uma paralização em apelo à decisão do GDF em manter contrato com apenas duas das atuais 13 empresas de transporte do DF.
Fonte: Correio Braziliense

FINGINDO DE DEFICIENTE PARA PEDIR ESMOLA

Se fingindo de deficiente para pedir esmola...

Esse aí é o verdadeiro artista de circo, só que a plateia são os palhaços que ficam dando dinheiro a esses marginais!

  

DIFICULDADES DE ACESSO A INFORMAÇÕES NO GOVERNO

Acesso a Informação

Governo nega quase todos os recursos finais em pedidos da Lei de Acesso à Informação

14:42:38

De 260 processos analisados em última instância, apenas um favoreceu o cidadão

Caso raro. Luís Inácio Adams, da AGU: responsável pelo único recurso deferido pela comissão de dez ministros O Globo / Gustavo Miranda/29-11-2012


Números da Controladoria-Geral da União (CGU) mostram que praticamente todos os pedidos mais polêmicos apresentados com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), levados até a última instância de recurso administrativo, são negados. Até a segunda semana de dezembro, de 267 recursos que chegaram à comissão mista de reavaliação de informações, composta por representantes de dez ministérios, 260 foram julgados e apenas um foi atendido.




O caso, até então exclusivo, é de um advogado que pediu acesso a um documento da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda. A pasta não havia liberado um parecer de 2005 da PGFN, alegando que ele se encontrava protegido por sigilo profissional. Os dois recursos encaminhados ao próprio ministério foram negados. O autor recorreu novamente, mas a CGU concordou com a existência de sigilo sobre o documento e não o liberou. ...

Em 29 de maio deste ano, quando o pedido chegou à comissão mista, a Advocacia-Geral da União (AGU) — representada no colegiado pelo ministro Luís Inácio Adams — entrou no circuito dizendo que não havia problema algum na liberação do parecer. Com exceção da Fazenda, todos os outros ministérios concordaram e o autor saiu vencedor.


Até 11 de dezembro de 2013, foram registrados, aproximadamente, 139 mil pedidos de acesso à informação dos quais cerca de 102 mil foram concedidos sem precisar apresentar recursos. Do total, 1.597 chegaram à CGU, que é a penúltima instância recursal: depois dela, só há a comissão mista. Entre os 1.088 recursos analisados pela CGU até 11 de dezembro, 360 tiveram solução favorável ao solicitante. Desses, 195 nem precisaram ser julgados, uma vez que houve mudança de posição por parte do órgão recorrido depois de intermediação feita pela CGU. Em 30 casos, o recurso foi apenas parcialmente provido. Nos 728 restantes, a CGU negou o recurso.

Em média, o pedido leva 87 dias do momento em que é feito até a resposta do recurso que chega à Controladoria-Geral da União. Cabe à CGU solicitar informações aos órgãos que negaram o pedido. Em média, eles levam 18 dias para repassar esses dados.

Apuração de responsabilidade na UFRRJ

Em agosto de 2013, não houve resposta em 13 casos, todos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). “Por conta do descumprimento desses prazos e de outras obrigações estabelecidas pela LAI, (a UFRRJ) já se encontra sob acompanhamento especial com vistas à apuração de responsabilidades", informou a CGU.

No portal que concentra os pedidos de acesso à informação relativos ao governo federal, é possível ter informações mais detalhadas de 250 dos 267 recursos que chegaram à comissão mista. Ao todo, os autores dos pedidos rejeitados questionaram 59 órgãos do Executivo federal. Alguns se destacam pelo volume, como o Ministério da Saúde, com 39 solicitações negadas. Todas foram feitas pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) e dizem respeito à parceria do Ministério da Saúde com um laboratório público para a produção de medicamentos e outros produtos. O acesso a esses dados foi negado por se tratarem de informações classificadas como reservadas. O nome do laboratório não é revelado nos relatórios da comissão mista.

Depois do Ministério da Saúde, vem o Comando da Aeronáutica (Comaer), com 25 recursos contra suas decisões. Em seguida, vêm a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Banco do Brasil e o Ministério da Fazenda, com 17 cada. Uma das solicitações negadas pela Fazenda foi justamente a única até hoje a ter o recurso aceito na comissão mista.

Entre os pedidos mais inusitados levados à comissão mista está o que teve origem na Caixa Econômica Federal. Nesse caso, não foi o cidadão que recorreu contra a Caixa, mas o próprio banco, que tentou reverter uma decisão da CGU de liberar a tabela com os valores praticados na avaliação de joias penhoradas. A liberação da tabela havia sido negada pela Caixa e pelas duas primeiras instâncias recursais. Entre os argumentos usados pelo banco estava o de que a informação era para uso interno e se encontrava sob sigilos bancário e de mercado.

Ufólogo é um dos campeões de recursos

Quando o recurso chegou à CGU, a decisão foi favorável ao autor do pedido. A Controladoria-Geral da União entendeu que a Caixa, por exercer a atividade de penhor em regime de monopólio, não teria sua competitividade ameaçada. O banco resolveu recorrer, mas seus argumentos sequer foram considerados. A comissão mista entendeu que os recursos são apenas para os cidadãos que pedem a informação. O poder público não pode recorrer quando derrotado. A solução da comissão de ministros foi entregar o caso à AGU para que ela faça a mediação entre a Caixa e a CGU.

Na lista dos campeões de recursos aparece o ufólogo Edison Boaventura Júnior. Ele teve 33 recursos levados à comissão mista, contestando 23 negativas do Comando da Aeronáutica (Comaer), sete do Comando do Exército (CEX), duas do Comando da Marinha (CMAR) e uma do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. Em um dos pedidos feitos ao Comaer, Boaventura pediu a “cópia integral dos documentos, relatórios e/ou outros anexos sobre o caso de avistamento de OVNI, ocorrido em junho de 1969, quando uma Kombi foi levada por um OVNI com quatro ocupantes, em Laguna (SC)”.

Ele também pediu informações sobre supostas aparições de objetos voadores não identificados nos estados do Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Ceará, Maranhão e Minas Gerais. As solicitações feitas ao Comaer sempre foram rejeitadas sob o argumento de que possíveis documentos sobre essas aparições foram encaminhados ao Arquivo Nacional. A CGU e a comissão mista negaram os recursos de Boaventura, dando razão ao Comaer.

O GSI negou um dos pedidos do ufólogo dizendo que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não dispunha de informações sobre aparição de OVNIs em Itatira, no Ceará. O ufólogo se diz frustrado com a lei. Segundo ele, dos 69 pedidos feitos, apenas dois foram atendidos. Em um deles, feito à Base Aérea de Santos, um documento de 1994 foi liberado, mas com várias tarjas cobrindo partes do texto.

— Isso aí (a Lei de Acesso) não funciona. Em relação a objetos voadores não identificados, em relação aos militares, eles não fornecem nada — lamentou Boaventura.

Em 26 de fevereiro deste ano, foram analisados 20 pedidos, todos negados pela comissão. Um deles foi feito por Romeu Tuma Junior, que, entre 2007 e 2010, ocupou o cargo de secretário nacional de Justiça. O pedido foi extenso: ele solicitou acesso aos registros e documentos produzidos desde 2002 pela Polícia Federal (PF) em que seu nome seja citado direta ou indiretamente. A PF e o Ministério da Justiça negaram o pedido, por entenderem que foi genérico e desproporcional, além de parte das informações estar sob sigilo. Tuma Júnior apresentou recurso à Controladoria-Geral da União, que foi negado novamente. Novo recurso, outra vez rejeitado, chegou à comissão mista, que “considerou as razões da CGU suficientes e adequadas."


Fonte: André de Souza - O Globo - 16/12/2013

OBRAS ELEITOREIRAS COM O ÚNICO INTUITO DE GASTAR O DINHEIRO DAS EMENDAS

Cuidado: vem aí as obras com fins eleitoreiros.




Todos os analistas nacionais ou internacionais com alguma credibilidade apontam que 2014 será um ano muito difícil, mas que 2015 tende a ser caótico para o Brasil. O país pagará a conta das maquiagens econômicas do PT, de Lula, Dilma, AgNULO e Administradores Regionais produzidas com um único objetivo: a continuidade do projeto de poder da esquerda. O Brasil conseguiu sobreviver à manipulação dos projetos sociais, que renderam o segundo mandato de Lula e o primeiro de Dilma, mas agora está ameaçado por outro tipo de mentira: a mentira das obras eleitoreiras que virão em 2014. Os pilares da estabilidade estão ruindo e tudo indica que, se reeleita, Dilma completará o estrago nacional. A continuidade de Lula, Dilma, AgNULO e o PT no poder condena o país e o Distrito Federal a passar por tudo isso. É hora de mudança. O que nos resta é o voto.

Antes do governo, o PT pregava muita coisa, mas na prática foi pura enganação. Desde 2011 que entra ano, sai ano e o que foi feito foram propagandas enganosas. A nível Distrital podem ter certeza que começarão pregando a mudança no transporte coletivo. Já fizeram muito alarde, mas trocar ônibus velhos foi só um cumprimento da lei que determina o prazo de validade de um ônibus. Mas, gastaram milhões em propaganda e pouco ou quase nada mudou. O grande projeto do PT foi o Estádio Nacional, o maior escândalo de todos os tempos, a obra mais cara e superfaturada do Brasil. Outra obra que estão pegando como grande, é o Expresso DF que ligará Gama e Santa Maria ao Plano Piloto, uma obra apregoada como a mais moderna de todos os tempos. Essa obra nada mais é do que o aumento da via e a volta dos antigos minhocões que todos se lembram, aqueles articulados da TCB que rodava em todo o DF desde a década de 80. A falta de planejamento e desgovernabilidade levam a isso: o gasto bilhões em uma obra antiquada e que não resolverá nada. O mesmo valor gasto daria para fazer uma linha moderna de metrô ligando as duas cidades que serão cobertas pelos antigos minhocões.

A maior obra realizada pelo governo petista no Distrito Federal foi a superlotação dos órgãos por pessoas com cargos indicados que chegam a quase 20 mil cargos. Em suma, repartiram o DF com os amigos.

Em nível de satélite temos o mesmo problema em todas elas. Cada uma tem seu dono e este indica o amigo ou familiar que lhe convém para administrar. Em Vicente Pires, o caos tomou conta. Aqui os donos da cidade, Geraldo Magela e Dirsomar, usaram o setor para empregar seus amigos e cabos eleitorais. Eles encheram a casa, pregaram pelo setor muita propaganda enganosa e não fizeram nada.

Durante toda essa gestão, tudo que fizeram foi o tapa buracos e um monte de propaganda eleitoral antecipada que até que se prove o contrário foi feita com dinheiro público. Noticiaram tantas coisas, mas nada aconteceu. Sempre tinha a mesma resposta quando perguntados sobre as obras definitivas: Vicente Pires não tem Licença Ambiental, é uma área irregular. Mas eles esqueceram o que diz a lei. Sem Licença Ambiental nenhuma obra pode ser feita e nenhuma quer dizer zero. Para tirar o dinheiro das emendas parlamentares fizeram obras sem planejamento, mal feitas e com custo muito maior do que as obras definitivas. Esqueceram a lei das calçadas que garante que calçada tem que ser feita pelo proprietário do imóvel e que toda calçada tem que atender regras como acessibilidade e fizeram várias calçadas com o único objetivo de gastar as emendas e dar serviços as empresas dos amigos.

Agora para 2014 podemos esperar canteiros de obras em toda parte, pois o que não fizeram em três anos, vão tentar fazer em um ano. Estarão eles preocupados com o povo? Não! Estão preocupados em manter o poder, serão obras eleitoreiras. Estão programando para fazer as obras de águas pluviais em Vicente Pires. Porém, se levarmos em conta que a obra de esgoto começou há seis anos e ainda não ficou totalmente pronta e sendo a obra de águas pluviais uma obra maior, então estarão apenas enchendo as ruas de buracos para ganhar as eleições.

Em 2014 temos que lembrar de tudo que passamos. Se eles que são donos da administração em três anos não fizeram nada, nem ao menos conseguiram evitar o fechamento de um simples viaduto toda tarde...Será que vão conseguir fazer algo de bom se forem eleitos para algum cargo em 2014? Com o pouco poder que têm hoje, eles são citados em vários processos na justiça e deixaram claro a que vieram, basta uma olhadela no passado. Podemos garantir que não estão na política pelo povo e para o povo, mas pelos próprios interesses.

Sabemos e temos certeza que AgNULO não se reelege, mas ainda temos que pensar o poder nacional e no poder Distrital, não podemos passar mais quatro anos com um representante que realmente não atenda aos anseios da população.

Tudo aqui existente veio de obra feita pelos moradores, 90% de tudo aqui foi feito pelo povo com o governo atrapalhando. Porém, com o governo do PT, tudo piorou. Pense nisso em 2014, vamos ser mais cidadãos e fazer com que nosso setor seja ouvido, respeitado e estruturado tal como merecemos.

Pensem bem, eles vão tentar nos enganar a todo custo e vão ter ao lado pessoas que antes pareciam sérias e honestas. Mas não se enganem, eles estão buscando somente seus próprios interesses e se colocando contra você e seu bem estar.

sábado, 14 de dezembro de 2013

agNULO queiroz O SEGUNDO PIOR GOVERNADOR DO BRASIL DIZ IBOPE

Ibope

Aprovação da maioria dos governadores volta a subir, diz Ibope

10:40:16

Os governadores estão gradualmente recuperando a popularidade perdida após os protestos, aponta pesquisa Ibope divulgada ontem.

Dos 11 governantes avaliados pelo instituto em julho, só dois pioraram suas avaliações: Cid Gomes (Pros), do Ceará, e Jaques Wagner (PT), da Bahia. O pernambucano Eduardo Campos (PSB) manteve-se no mesmo patamar. ...

Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) aumentou seu percentual de avaliação ótima ou boa de 26% para 31%. Até o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), um dos piores avaliados, recuperou-se de 12% para 18% de aprovação.

POSITIVO

O posto de governador mais bem avaliado foi ocupado pelo governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD), com 74% de ótimo ou bom.

Sua inclusão na pesquisa desbancou o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), possível candidato à Presidência em 2014, que figurava no topo da lista quando eram avaliados somente onze governadores.

Campos, porém, obteve o mesmo percentual de julho: 58% de ótimo ou bom.

Está empatado tecnicamente no segundo lugar com o governador do Acre, Tião Viana (PT), que teve 55%.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PDSB), teve 31% de avaliação ótima ou boa. O resultado também demonstra recuperação do desgaste das manifestações de junho. Em julho, Alckmin tinha 26%.

No ranking numérico dos governadores, Alckmin está em 14º, mas empatado tecnicamente com os governantes entre as posições de 9 a 13 do ranking.

Governadora do RN é a pior avaliada, o melhor é o governador do AM, diz pesquisa
Avaliação de Dilma continua em recuperação, aponta pesquisa

A novidade deste levantamento, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria, é que foram avaliados todos os 27 governadores do país --nos anteriores, só 11 foram avaliados.

A governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), que se mantém no cargo por causa de uma liminar na Justiça, e o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), receberam as piores avaliações.

Ambos estão empatados tecnicamente no último lugar do ranking. Rosalba tem 7% de aprovação, e Agnelo, 9%.

A gestão de Rosalba vive uma crise financeira e enfrenta seguidas greves de servidores: ela foi afastada do cargo na última terça-feira pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Estado, por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2012 para ajudar a eleger uma aliada em Mossoró. Só voltou após obter uma liminar (decisão provisória) do Tribunal Superior Eleitoral.

No ranking dos governadores pior avaliados, em terceiro lugar estão o governador do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB), e o do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), que foi alvo de forte desgaste após os protestos de junho --manifestantes chegaram a acampar na porta de sua casa.

A avaliação positiva de ambos é de 18%.

Eles estão empatados tecnicamente com os governadores do Pará (22% de avaliação positiva), Mato Grosso (23%), Alagoas (24%) e Tocantins (25%).

A pesquisa foi feita entre os dias 23 de novembro e 2 de dezembro de 2013. Foram ouvidos 15.414 eleitores em 727 municípios, com margem de erro entre três e quatro pontos, a depender do Estado.

Fonte: Aguirre Talento - 14/12/2013

CASO SIEMENS A PASSO DE TARTARUGA

Caso Siemens

Por que a investigação do Caso Siemens avança tão devagar

10:48:18

E quem é o personagem misterioso que pode ajudar a esclarecer o caso

SUSPEITAS
Geraldo Alckmin com Rodrigo Garcia (à esq.) e Edson Aparecido (à dir.). Até agora, os indícios contra os secretários são fracos (Foto: Edson Lopes Jr/A2 Fotografia)

Em 12 de dezembro de 2008, a multinacional Siemens aceitou pagar US$ 1,6 bilhão em multas aos governos americano e alemão, para se livrar da acusação de que promovera o mais vasto esquema de corrupção já descoberto no mundo. Numa investigação coordenada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a que ÉPOCA teve acesso parcial, os promotores americanos haviam comprovado que a Siemens abastecera sistematicamente contas de empresas fictícias em paraísos fiscais para subornar funcionários públicos e políticos em dezenas de países. Entre 2001 e 2007, período em que os investigadores americanos se detiveram, a Siemens gastou a extraordinária quantia de US$ 1,4 bilhão em propinas. Foram identificados 4.283 pagamentos de suborno espalhados pelo mundo, em troca de contratos na Venezuela e na Argentina, em Bangladesh e na China, em Israel e na Nigéria – onde quer que houvesse um bom negócio com o governo. “A Siemens criou esquemas elaborados para esconder a natureza dos pagamentos corruptos (…) e obter negócios ao redor do globo”, dizem os investigadores americanos. “Notas fiscais falsas foram criadas para permitir pagamentos mediante falsos contratos de consultoria, que identificavam serviços que nunca seriam prestados.” ...

Seguiram-se punições envolvendo a maioria dos crimes cometidos nesses países, muitas vezes com a colaboração da própria Siemens. Ao mesmo tempo, mas em jurisdições diferentes, a multinacional francesa Alstom também foi confrontada com sua versão “petite” do esquema de pagamento de propina. Como ambas têm operações em comum, logo se descobriu que as duas, ao lado de outras grandes empresas, formavam cartéis para faturar contratos públicos. Demorou, mas essas diferentes investigações convergiram aos poucos para o Brasil, país em que as duas multinacionais formaram um cartel para fraudar licitações de trens e metrôs – nos governos do PSDB em São Paulo, nas gestões Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, e em Brasília, nas gestões de Joaquim Roriz (então no PMDB, quando governador) e José Roberto Arruda (então no DEM). No caso do PSDB, a Polícia Federal e a Procuradoria da República em São Paulo passaram a investigar o esquema – mas lenta, vagarosamente. A própria Siemens fez uma delação premiada recentemente no Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, em que admite o cartel e oferece provas do esquema.

Nos últimos meses, em vez de obter respostas que esclarecessem a extensão do esquema, a opinião pública foi bombardeada por picuinhas políticas que bordejam o caso. Tucanos insurgiram-se contra as investigações, alegando perseguição política por parte do Ministério da Justiça. Na semana passada, em razão de indícios, ainda que frágeis, de que três secretários do governo Alckmin podem ter sido beneficiados pelo esquema, a investigação do caso foi enviada de São Paulo ao Supremo Tribunal Federal, onde autoridades com foro privilegiado, como eles, são processadas. Isso pode inaugurar uma nova e crítica fase nas investigações. Nas últimas semanas, ÉPOCA tentou penetrar a fumaça da política para descobrir quais são as provas sobre o esquema – e qual a consistência delas. A reportagem entrevistou as autoridades que acompanham as diferentes frentes de investigação, obteve os autos dos diversos processos e levantou documentos comerciais, judiciais e bancários nos países em que foram feitos pagamentos de propina aos brasileiros. Emergem dessa investigação fortes evidências de que, como nos demais países, o esquema das multinacionais no metrô de São Paulo existiu e envolveu o suborno de funcionários públicos. Não há ainda prova de que políticos graduados do PSDB façam parte do esquema. Emerge também a demora das autoridades brasileiras – em comparação com outros países – em investigar, denunciar e processar os envolvidos.

COMO O ESQUEMA OPERAVA
Seja lá fora ou no Brasil, o esquema era o mesmo. Primeiro, a Siemens ou a Alstom abasteciam contas secretas em paraísos fiscais, sempre em nome de laranjas, com o dinheiro destinado a pagar propina. Na sede da Siemens, em Munique, esses recursos tinham até codinome: “NA”, ou “nützliche Aufwendungen” (“despesas úteis”). Uma vez que a despesa útil estivesse liberada, os executivos locais descobriam quem era preciso pagar, naquele país, para conseguir contratos com o governo. Na maioria dos países, como no Brasil, era preciso recorrer ao serviço de lobistas, que costumam controlar o acesso aos burocratas e aos políticos. Geralmente, tratava-se de uma compra casada: os lobistas negociavam os acertos tanto com os funcionários públicos quanto, em alguns casos, com os políticos que haviam nomeado esses funcionários. Para que o dinheiro da propina chegasse a quem detinha o poder de assinar os contratos, os lobistas valiam-se do mesmo expediente empregado pelas multinacionais ao lidar com dinheiro sujo. Recebiam os pagamentos da Siemens ou da Alstom em contas mantidas em paraísos fiscais, também tituladas por empresas de fachada. Retinham uma comissão e se encarregavam de repassar a propina a quem de direito.

Para dar alguma aparência de legalidade a essas transações, as multinacionais firmavam com os lobistas contratos de “consultoria”. Tanto faz se for em português, francês ou alemão: “consultoria” pode significar qualquer coisa – e, portanto, pode dissimular qualquer serviço sujo. É uma estratégia tão manjada que a Siemens admitiu ao governo americano ter mantido, em determinado momento, cerca de 2.700 contratos desse tipo espalhados pelo mundo. De modo a dificultar ainda mais o rastreamento, em boa parte dos casos o dinheiro da propina nem sequer saía dos paraísos fiscais. Muitos burocratas e políticos já mantinham suas próprias contas secretas nos mesmos bancos – a “despesa útil” que receberiam da Siemens seria apenas mais uma moeda no cofrinho. O esquema que uniu Siemens e Alstom no Brasil seguiu esse modelo, com pequenas diferenças, como contratos locais de consultoria e alguns pagamentos a diretores de empresas estatais em contas nacionais.

QUEM SÃO OS ENVOLVIDOS
No processo que acaba de subir para Brasília, há fartas provas – testemunhais, bancárias, contratuais – de que essas multinacionais e outras empresas que participaram do cartel do metrô em São Paulo contrataram os lobistas e pagaram propina aos funcionários públicos. O caso da construção da linha 5 do metrô de São Paulo, um contrato de R$ 735 milhões em valores atualizados, é exemplar para entender o esquema. Em 10 de abril de 2000, durante o governo Covas, a Siemens da Alemanha assinou contratos de “consultoria” com duas empresas dos lobistas Arthur e Sérgio Teixeira, ambas sediadas no Uruguai. Pelo contrato, eles ganhariam da Siemens comissão de 8% do valor total. Em 2 de maio, os lobistas pagaram US$ 216.800, usando contas secretas na Suíça, ao diretor de operações do metrô de São Paulo, João Roberto Zaniboni, que também tinha uma conta na Suíça. Em agosto, os diretores do metrô, entre eles Zaniboni, assinaram o contrato com o consórcio liderado por Alstom e Siemens. Nos anos seguintes, enquanto liberava os pagamentos para o consórcio, Zaniboni recebia pagamentos que somaram, no total, US$ 500 mil, na mesma conta na Suíça, desta vez por meio de doleiros brasileiros. Há outros ex-funcionários graduados como Zaniboni em situação semelhante. Parte dos bens de Zaniboni e dos demais lobistas está bloqueada.

A dúvida crucial que resta, portanto, é se os políticos tucanos que nomearam esses funcionários também receberam dinheiro, fosse para o bolso, fosse para campanhas do partido. Até hoje, nos muitos casos de contrato com indício de propina, surgiram evidências fortes contra apenas um tucano: Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE). Marinho é um dos fundadores do PSDB, coordenou a campanha de Mário Covas ao governo de São Paulo em 1994 e, logo depois, tornou-se chefe da Casa Civil no governo tucano. Uma conta dele, que movimentou US$ 1 milhão, foi bloqueada na Suíça em 2009. De pronto, ele negou que tivesse dinheiro no exterior. Neste ano, entrou com recurso na Justiça suíça para impedir que autoridades brasileiras tenham acesso a suas movimentações bancárias em Genebra. No caso de Marinho, segundo o Ministério Público suíço, a propina foi paga pela Alstom, quando ele já era conselheiro do TCE. Ela se refere, dizem as autoridades brasileiras, a um contrato de fornecimento de estações de energia ao metrô, assinado pela Alstom, em 1998, com a Eletropaulo, companhia de energia de São Paulo. O MP suíço enviou às autoridades brasileiras, entre outras provas, uma carta manuscrita em que estão registradas as iniciais “RM”, como de um “interlocutor” entre a Alstom, um partido político não identificado, o TCE e a Secretaria de Energia. Cita-se uma comissão de 7,5% para o fechamento do negócio. “RM” é apontado como Robson Marinho. Até agora, nada aconteceu com ele. Marinho nega as acusações. Permanece no cargo e não foi indiciado pela PF.


De acordo com o MP suíço e investigadores brasileiros ouvidos por ÉPOCA, o mentor da propina nos contratos da Alstom é o lobista José Amaro Pinto Ramos. Amigo de faculdade do grão-tucano Sérgio Motta, Amaro se apresentava no mundo dos negócios como assessor do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Na França, tornou-se próximo de presidentes e ministros. Intermediava financiamentos de bancos franceses a governos de outros países, desde que esses governos se comprometessem a gastar o dinheiro em contratos com empresas francesas – caso do contrato negociado, segundo o MP suíço, pelo tucano Marinho. Amaro ficava, segundo o MP suíço, com uma comissão de cada operação. De tão influente e rico, Amaro já foi suspeito, numa investigação do FBI de 1993, a que ÉPOCA teve acesso, de pagar propina a Ronald Brown, então secretário de Comércio do governo de Bill Clinton. Amaro ajudara a pagar uma casa para Brown, diz a acusação. Segundo ela, Brown, em troca, atuou para levantar o embargo que os Estados Unidos mantinham no Vietnã, algo que interessava aos negócios de Amaro. O Departamento de Justiça americano acabou arquivando o caso. Procurado por ÉPOCA, Amaro negou, por meio de sua assessoria, ter participado do esquema. Disse também que a Justiça da Suíça o absolveu.

Das muitas empresas que, segundo o MP suíço, eram usadas por Amaro, ÉPOCA conseguiu confirmar a existência de quatro – duas no Uruguai, uma na Inglaterra e outra nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal. Documentos comerciais do Uruguai confirmam que a GHT Consulting e a Vanlight Corporation existem – e têm a mesma sede em Montevidéu que as empresas de fachada controladas pelos lobistas Arthur e Sérgio Teixeira. Os papéis comerciais da Inglaterra e das Ilhas Virgens Britânicas, a que ÉPOCA teve acesso, também comprovam que outras duas empresas de Amaro – a Dashlink International e a Klansman Overseas – existiam até recentemente. Foram fechadas em 2009, quando tinham capital declarado de e 340 mil. Numa demonstração do grau de sofisticação de Amaro, as empresas dele informavam às autoridades britânicas que seus dirigentes eram… outras empresas – no caso, empresas do grupo Amicorp, especializado em esconder dinheiro das autoridades.

AS FALHAS NA INVESTIGAÇÃO – E OS NOVOS CAMINHOS

Os investigadores brasileiros pediram a colaboração do governo britânico para rastrear essas e outras empresas. Os dados ainda não chegaram. Podem até não ser enviados – graças à desorganização dos brasileiros. Os ingleses, como fazem a maioria dos países, não aceitam compartilhar informações sigilosas, caso elas se destinem a instruir processos cíveis, como ações de improbidade, comuns no Brasil. Compartilham apenas para colaborar em ações criminais. Entre o grupo que assinava o pedido de colaboração brasileiro, havia promotores da área cível do Ministério Público de São Paulo. Diante disso, os ingleses informaram ao governo brasileiro que não enviariam os documentos se não houvesse uma garantia de que eles serão usados somente em processos criminais.
 
NAS SOMBRAS. O lobista José Amaro. Ele nega envolvimento, mas pode ser a chave para a solução do caso (Foto: Marcio Arruda/Folhapress)
O que parece um pequeno erro dos investigadores esconde, na verdade, um padrão inaceitável de trapalhadas cometidas pela PF e pelos procuradores  e promotores responsáveis pelo caso. Os documentos do MP suíço chegaram ao Brasil em 2011. Informavam que lobistas como Amaro e Arthur Teixeira haviam sido indiciados por corrupção e lavagem de dinheiro, ao pagar propina em nome da Alstom. Os promotores suíços pediam que o MP brasileiro investigasse o caso – em troca, compartilhariam ainda mais provas sobre o esquema. No lance mais incompreensível do processo até agora, o procurador responsável pela investigação, Rodrigo de Grandis, “esqueceu” o pedido por quase três anos, embora tenha sido cobrado oficialmente ao menos sete vezes por seus colegas. Em razão disso, o MP suíço informou no mês passado que o processo contra os lobistas teve de ser arquivado. A omissão do procurador rendeu-lhe uma investigação no Conselho Nacional do MP. Os prejuízos à investigação – e à boa relação com a Suíça, de que o Brasil precisa para desvendar outros esquemas de corrupção – são incalculáveis.

Após tantos anos, De Grandis não ofereceu denúncia e ainda tirou licença para fazer um mestrado. (Procurado por ÉPOCA, ele respondeu, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comentaria o caso. Na semana passada, sob investigação, De Grandis voltou da licença e reassumiu o inquérito.) A polícia empacou na produção de provas. Os países que produziram provas não foram devidamente acionados – e os Estados Unidos, país que conduziu a maior investigação sobre o esquema da Siemens, não foram sequer lembrados. Os principais lobistas e burocratas envolvidos já são senhores, e isso acelera a prescrição dos crimes. “Se o processo permanecesse em São Paulo, apenas os bagres poderiam ser condenados”, diz uma das autoridades que acompanham o caso. “E talvez até eles escapassem.”

Remeter o processo a Brasília pode elevar a investigação a outro patamar.Se a ministra Rosa Weber, sorteada como relatora do assunto na corte, aceitar que todos os investigados sejam julgados no Supremo, haverá novos delegados e procuradores no caso. A elite da PF e a da Procuradoria-Geral da República serão acionadas. Nesse cenário, o Brasil poderá ter chances de conhecer tanto os responsáveis pelo esquema quanto os que se beneficiaram dele.

A decisão que cabe a Rosa Weber não é fácil. São frágeis os indícios que pesam contra o deputado Arnaldo Jardim, do PPS, e os três secretários do governo Alckmin. Eles se encontram no depoimento do ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer. Ao lado de outro ex-funcionário da empresa, Rheinheimer fechou acordo de delação premiada com a PF. No caso de Arnaldo Jardim e do secretário da Casa Civil de São Paulo, Edson Aparecido, Rheinheimer afirmou em depoimento que soube da participação dos dois no esquema por intermédio do lobista Arthur Teixeira. Ele disse aos investigadores que, segundo o relato de Teixeira a ele, Jardim e Aparecido receberam parte da propina paga pela Siemens para assegurar o famoso contrato da linha 5. No caso dos demais secretários citados, José Aníbal (Energia), Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico) e Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos), o indício é ainda mais tênue. Rheinheimer disse apenas que “presenciou a intimidade” deles com os lobistas. Não há, até agora, mais nada nos autos contra eles. Nem documentos nem outros testemunhos. A ministra Rosa Weber terá de decidir, portanto, se esses indícios são suficientes para que os secretários e o deputado mereçam ser investigados no Supremo.

Fique o processo em Brasília ou volte a São Paulo, ainda há duas frentes de investigação que podem esclarecer se apenas funcionários públicos receberam propina – ou se políticos também embolsaram a “despesa útil”. A primeira envolve a análise da montanha digital de documentos e computadores apreendidos pela PF em julho, nas empresas que participaram do cartel. São cerca de 30 terabytes de informação, entre e-mails, planilhas e comprovantes bancários. É cinco vezes a quantidade de informação apreendida pela Promotoria de Munique em novembro de 2006, na sede da Siemens, no marco zero do escândalo. A PF e o MPF vasculham esse enorme material apreendido em julho, mas se trata de uma tarefa altamente complexa. É preciso ter softwares adequados, analistas treinados e, ademais, descobrir que termos pesquisar. Até agora, a busca não produziu resultados. Analistas do Cade também investigam esses dados. No caso deles, procuram-se apenas provas da formação de cartel, não dos pagamentos de propina.

A segunda frente que pode esclarecer o caso está em outros terabytes – os apreendidos pela Promotoria de Munique. Os investigadores brasileiros pediram ajuda aos colegas alemães. Ainda não houve resposta. Se ela for positiva, poderá conter as peças que faltam no mosaico do caso. As autoridades francesas, que investigaram a fundo as propinas mundiais da Alstom, também podem mandar provas para cá. Os brasileiros ainda podem pedir informações da investigação feita pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que contém dados bancários do propinoduto mundial da Siemens. Essas provas podem esclarecer a questão que, para além da espuma política, está na mente de todos – se os tucanos deram, ou não, uma bicada no maior esquema de corrupção do mundo.
Fonte: Diego Escosteguy, com Flávia Tavares, Marcelo Rocha e Leandro Loyola - ÉPOCA.com - 14/12/2013