quarta-feira, 2 de abril de 2025

Por que Vicente Pires não tem patinetes elétricos?

 


Aliás: por que é que o Zebrinha não vai pelo menos até a estação Arniqueiras do metrô, efetivando a ideia de integração? Lembre-se disso quando visualizar o próximo vídeo do Gilvan gritando “Vicente Piiiiiires”



Eles voltaram! 

Quem não lembra dos patinetes elétricos, febre antes da pandemia? Pois é, eles estão de volta, mas não para nós em Vicente Pires! O motivo é simples: mobilidade. No Plano Piloto ou em Águas Claras existem as condições que o DETRAN recomenda para a utilização do patinete elétrico: calçada ou ciclovia. Tanto é que a experiência retornou para esses bairros com 672 patinetes em 2025. Porém, além de Vicente Pires não possuir ciclovia ou ciclofaixa, calçadas estão cada vez mais raras, perdendo espaço para um setor terciário que cresce de forma completamente desregulamentada.


Na primeira gestão de Ibaneis tivemos como administrador o pastor Daniel de Castro. Ele trabalhou como facilitador para a destruição do bairro, fazendo vista grossa ou até completa cegueira para qualquer prédio ou comércio que quisesse acabar com o pouco planejamento das obras de reestruturação dos últimos anos. Estas obras foram pagas com verbas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal, aprovadas ainda no governo Dilma Roussef e solicitadas pelos moradores através do Orçamento Participativo feito em 2011. Este foi o último ano de orçamento participativo no DF. Voltando ao pastor, ele se elegeu deputado distrital em 2022. Amém irmãos! Contudo, o saldo da gestão dele como administrador regional foi ter deixado a mobilidade de Vicente Pires pior do que a de Sodoma e Gomorra após a ira do Criador.


Avancemos no tempo. Governo Ibaneis II – A Vingança Final. Temos como administrador Gilvando Galdino Fernandes, vulgo Gilvan. Basta olhar as publicações dele e das redes sociais institucionais da administração para ver que Gilvan só tem autorização de publicar algo se antes passar pelo crivo de Daniel de Castro. A viralatisse é tão grande que até na apresentação do perfil do administrador no site da administração ele diz que “teve sua vida pública iniciada em 1998, quando conheceu o Deputado Pr. Daniel de Castro”. Daí já vemos que Gilvan não tem independência sequer para parabenizar a cidade sem citar o ex-titular da pasta. Logo, se na gestão de Daniel de Castro as calçadas foram vistas como inimigas, na gestão de Gilvan continuam a ser perseguidas.


Ah, sim, os patinetes elétricos. Eles não vêm para Vicente Pires porque as calçadas são irregulares, quando existem. Tal fato aumenta a probabilidade de acidentes e a empresa não quer associar sua marca à constantes quedas e judicializações, tudo isso publicado com filtro no Instagram. Se forem andar nas ruas, os patinetes terão que dividir, literalmente, a faixa com os veículos, o que é proibido. Mais uma coisa: como a parte mais próxima ao meio fio é usada para estacionamento, os patinetes seriam ainda mais jogados para o meio da via. 


Vejamos então nosso atraso. Os patinetes elétricos chegaram em 2019 à Brasília, sumiram na pandemia e retornaram em 2025. Em pelo menos seis anos o bairro continuou estagnado no tempo, sem oferecer uma estrutura digna à mobilidade de milhares de moradores. Se por um lado não temos mais as enchentes, de outro continuamos “ilhados”. Os patinetes elétricos poderiam ser utilizados para acesso de ruas mais internas como a 4, 6 e 8 à Estrutural ou EPTG, sendo um concorrente direto do Zebrinha.


Aliás: por que é que o Zebrinha não vai pelo menos até a estação Arniqueiras do metrô, efetivando a ideia de integração? Lembre-se disso quando visualizar o próximo vídeo do Gilvan gritando “Vicente Piiiiiires”


Rafael Ayan – Pedagogo, 

Assistente Social e Mestre em Educação.

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